Marketing de Guerrilha

Marketing de Guerrilha

realmente funciona?

Blog   ·   19/03/2020   ·   ​18 minutos

Marketing de Guerrilha

O que é marketing de guerrilha?

Se você está começando a estudar marketing, como ele funciona esse e como usá-lo para conquistar novos clientes para o seu negócio, precisa saber que o marketing de guerrilha é uma estratégia não convencional.

Ela geralmente é uma ação de baixo custo, mas que, se planejada do jeito certo pode gerar números expressivos e incríveis para um negócio.

O termo marketing de guerrilha foi usado pela primeira vez em 1984, no livro “Guerrilla Advertising”, escrito pelo professor Jay Conrad Levinson.

Já podemos adiantar que Jay Conrad Levinson foi um grande publicitário norte-americano que investiu parte da sua carreira moldando e aprimorando o conceito de marketing de guerrilha.

Para funcionar, esse estilo pouco ortodoxo de fazer publicidade precisa ser pensado “fora da caixinha”, precisa de muita imaginação e que os envolvidos gastem muita energia para fazer o projeto sair do papel e funcionar a favor de um negócio.

O marketing de guerrilha só funciona se você pegar o consumidor de surpresa, causar uma boa impressão e causar uma agitação social. Precisa causar os famosos "burburinhos", fazer com que as pessoas falem positivamente sobre a sua ação.

Podemos até mesmo arriscar e dizer que o marketing de guerrilha pode gerar muito mais resultados de impacto e engajamento do que as formas mais tradicionais de publicidade e marketing. 

Isso porque a maioria das campanhas de guerrilha tem o objetivo de impactar o consumidor em um nível pessoal e memorável, que demore muito tempo a ser esquecido, ou nunca chegue a isso.

Para quem o marketing de guerrilha é indicado?

O marketing de guerrilha é indicado para as marcas que precisam alcançar um grande público, possuem um baixo orçamento e têm uma mensagem real e forte que merece ser passada para frente. 

Essa estratégia não funciona “só por fazer”, ela deve seguir uma estratégia, ter um sentido e uma mensagem que seja capaz de alcançar grandes performances e influenciar positivamente os números de vendas. 

Essa estratégia não vale a pena só porque é uma opção mais em conta. Ninguém gosta de perder dinheiro, mesmo que seja pouco.

O marketing de guerrilha é sinônimo de experiência

O marketing de guerrilha também pode ser chamado de marketing experimental pois oferece uma experiência imersiva e de outro mundo para seus potenciais consumidores.

Marketing de Guerrilha tem o mesmo propósito de uma Guerra de Guerrilha, uma estratégia de combate que utiliza de elementos surpresa e sabotagem para superar seus inimigos.

A publicidade de guerrilha incentiva seus potenciais clientes, e clientes, a se envolverem emocionalmente com o que estão sendo anunciando com impacto, um choque de ideias.

Depois de passarem por uma experiência nunca vivida antes, que envolveu não somente o lado imaginário, mas emocional também, as chances das pessoas compartilharem suas experiências e gerarem o espontâneo marketing boca a boca são enormes. Exorbitantes. E é claro, são incríveis.

É por isso que o marketing de guerrilha precisa ser feito em centro urbanos, áreas públicas e regiões que possuem um grande tráfego de pessoas para que os efeitos das campanhas se espalhem pelas redes sociais rapidamente tão rápido quanto começou.

Lembre-se sempre de uma coisa: quando as pessoas vivenciam algo novo e original, uma experiência realmente interessante, é natural o desejo de filmar e compartilhar com pessoas próximas. Essa ação se tornou muito comum, até mesmo para aquelas gerações que antes não se adaptavam a tecnologia.

Lembre-se sempre de uma coisa 2: o marketing de guerrilha envolve consumidores e possíveis consumidores de um jeito pessoal e altamente memorável. Já o marketing e a publicidade convencional envolvem anúncios em revistas, jornais, rádios, televisão e até mesmo outras mídias como anúncios online e marketing de conteúdo. 

As empresas mais criativas estão em constante busca de novas maneiras de engajar e envolver o mundo digital e avanços tecnológicos em suas campanhas. 

O que torna a estratégia de marketing de guerrilha popular?

O baixo custo é o principal atrativo desse tipo do marketing de guerrilha.

Quer não quer atingir um grande público, ser reconhecido localmente, nacionalmente ou até internacionalmente por uma ação, ganhar muitos seguidores e aumentar seu valor no mercado investindo pouco?

Tudo o que você precisa para ser bem-sucedido em uma ação de guerrilha é:

- Tempo

- Muita energia para colocar a ação em prática

- Criatividade para fazer algo incrível

Você precisa sair da sua zona de conforto e pensar 100% em seus clientes (e possíveis clientes) para chamar sua atenção enquanto caminham nas ruas. Precisa ser criativo o suficiente para que eles não parem de tirar fotos, compartilhar e mostrar sua experiência com a ação.

Outro grande motivo para a estratégia de marketing de guerrilha ser atrativo para as empresas é o fato de usarem seu lado emocional para criar um forte vínculo entre consumidores e marca.

Esse tipo de campanha ganha um espaço na mente, e até mesmo coração das pessoas. Se uma empresa tem fé e confiança em seu produto, o consumidor também pode ter. 

Quais os tipos de marketing de guerrilha?

Existem vários tipos de estilos dentro do marketing de guerrilha.

1. Marketing de Ambiente

Quando falamos usar o marketing de ambiente, é usar o ambiente a sua volta para criar uma ação criativa e incrível. 

Qualquer superfície pode ser usada para criar uma campanha, para fazer marketing para um negócio. Carros, ônibus, metro, escadas rolantes, postes, cercas, banheiros, bebedouros, lixeiras bombas de gasolina. Qualquer coisa mesmo!

Sabe a proposta de sair da caixinha? Seja flexível. Não pense sempre redondo, quadrado ou plano. Use os locais mais incomuns para passar uma mensagem em público. 

marketing de guerrilha no ambiente

2. Marketing de Emboscada

O marketing de emboscada é uma das estratégias mais ousadas dentro do marketing de guerrilha. O motivo? Se ela for mal elaborada pode “pegar mal” para a marca.

Essa estratégia basicamente se aproveita da campanha de outro anunciante, para promover a sua marca. 

Existem muitas histórias bem-sucedidas, como a idealizada pela Pringles em 2009, no Torneio de Wimbledon. 

O evento tinha seus patrocinadores e a Pringles não era um deles. Mas a marca aproveitou a oportunidade para distribuir aproximadamente 24 mil latas especiais no entorno do evento. 

As embalagens foram modificadas para lembrar uma embalagem de bola de tênis. A copy da embalagem dizia “These are not tennis balls”, ou “Estas não são bolas de tênis”, em tradução livre. 

Marketing de Emboscada

O objetivo da marca era gerar confusão no público para que eles acreditassem que a marca era um patrocinador oficial do evento.

Mas calma, a marca não parou por aí. Sósias de grandes campeões do tênis, como Roger Federer e Björn Borg, foram contratados para atrair mais atenção para a ação de marketing.

Quando uma pesquisa foi feita com o público de qual patrocinador do evento eles mais lembravam, adivinhem quem apareceu em destaque!? Isso mesmo, a Pringles. 

Por sorte a ação não trouxe nenhum tipo de processo jurídico por parte dos idealizadores do Torneio, mas isso pode acontecer e com razão. Mas como a Pringles não citou o nome, a marca nem a logo do Torneio, ficou difícil para os advogados encontrarem uma forma de processar a empresa.

Mas isso pode acontecer e as multas pagas podem ser exorbitantes. 

3. Astroturfing – Guerrilha

A estratégia de astroturfing pode ser uma das mais controvérsias que existem e os riscos que uma marca corre ao optar por ela são altos.

Astroturfing é um termo usado para definir ações políticas, publicitárias e de relações públicas criadas por uma organização, mas foi maquiada como um comportamento espontânea, “popular”. 

Em tradução livre, “astro turf” significa grama sintética.

Podemos dizer que essa é uma forma de manipular a opinião pública.

Em 2012 tornou-se um viral um vídeo chamado “Perdi meu amor na balada”. Um rapaz, chamado Daniel, conta que conheceu uma menina na balada, mas perdeu o número do telefone.

Mais dois filmes foram lançados após esse, mas logo no segundo ficou evidente que se tratava de uma ação da Nokia para divulgar seu novo smartphone 808 PureView. 

Muitas pessoas se sentiram ofendidas pois acreditaram na história e entraram com uma reclamação no Procon. O Órgão passou a investigar a campanha e a multa, na época, podia variar entre R$ 400 a R$ 6,5 milhões.

Confira o filme:

Existem dois lados da moeda ao seguir essa abordagem. 

A Nokia virou notícia, mas infelizmente as reações foram mais negativas do que positivas.

Isso pode ser inevitável.

4. Marketing Viral / Buzz Marketing

O primeiro marketing viral não aconteceu no YouTube, Twitter, Facebook e nem mesmo na internet.

O primeiro viral aconteceu com o lançamento do “The Blair Witch Project” em 1999. As técnicas usadas pela produtora do filme foram tão incríveis que são usadas até hoje para a produção de virais.

The Blair Witch Projetct (A Bruxa de Blair) é o primeiro a usar cenas do tipo “imagens encontradas”, feitas em estilo de vídeos caseiros filmados por pessoas reais. 

Durante toda a campanha de lançamento, a Artisan Entertainment trabalhou sobre a informação de que o filme era realmente real e muitas pessoas no mundo todo levaram o filme a sério e compartilharam nas redes sociais suas opiniões sobre o assunto.

Os resultados? O orçamento para produzir o filme foi inferior a U$ 1 milhão, mas arrecadou quase U$ 250 milhões de bilheteria. O viral foi o resultado de uma campanha de marketing inovadora e baseada em teorias conspiratórias que, com a ajuda da internet, transformou o que poderia ser mais um filme de terror em um fenômeno mundial.

O marketing viral é uma estratégia que pode unir o mundo offline e online para promover um produto ou um serviço. O próprio nome se refere a maneira como os consumidores espalham as informações em suas redes sociais.

A base do marketing digital é o “boca a boca”, a tecnologia apenas permitiu que o efeito de compartilhamento fosse mais ágil e instantâneo. 

5. Marketing de Projeção

O marketing de projeção é o ato de projetar em larga escala de um conteúdo em formato de vídeo, ou uma imagem, no exterior de edifícios.

Essa estratégia ao ar livre é frequentemente chamada de “outdoors digitais de guerrilha” ou “bombardeio de projeção” pelas empresas.

Ele é bastante usado para promover novas campanhas publicitárias, lançamento de filmes, eventos e outras causas. 

6. Grassroot Marketing

O Grasstoot é a estratégia oposta do Astroturfing. Ao invés de maquiar suas ações, o Grasstoot constrói uma conexão com o seu público.

Uma ação feita pela Dove em 2013, intitulada “Dove Retratos da Real Beleza” alcançou uma performance expressiva nas redes sociais: foram mais de 66 milhões de visualizações no YouTube, a página recebeu mais de 1 milhão de curtidas e foram 20.000 tweets no Twitter. 

A campanha da marca de cuidados pessoais abordou mulheres “reais” e mostrou suas inseguranças. Ao invés de usar modelos, a marca convidou mulheres reais e usou um artista visual para pintar a maneira como elas se enxergavam e depois, como estranhos as enxergavam.

O filme é incrível e a mensagem tem uma força gigantesca! Confira o filme da campanha:

7. Stealth Marketing

O Stealth Marketing é uma estratégia de guerrilha discreta. As pessoas não sabem que participaram de uma ação publicitária e a marca não divulga. 

A ideia é fazer com que as pessoas participem, mas se elas descobrirem que é uma marca a responsável, podem ficar furiosas. 

Esse tipo de estratégia é muito usado em filmes. O filme “Naufrago” do Tom Hanks tem a ação da FedEx é um exemplo popular. Temos também as marcas Prada e Vogue bastante em foco no filme “The Devil Wears Prada” (O diabo veste Prada). 

8. Street Marketing

O Street Marketing, ou Marketing de Rua, é outra estratégia muito interessante de ser usada pelas marcas.

Você usa da publicidade não convencional para divulgar sua marca, produtos/serviços em áreas públicas como ruas, banheiros, parques, estações de trem/ônibus, pontos de ônibus e muito mais.

O importante é fazer com que as pessoas interajam de alguma forma com o anúncio!

Quer alguns exemplos?

Street Marketing é mais um exemplo do marketing de guerrilha

Street Marketing é outro exemplo do marketing de guerrilha

O marketing de Guerrilha e o marketing digital

A internet é uma peça importante para as campanhas de guerrilha, mesmo se elas ocorrerem no mundo offline. 

O objetivo das marcas é ganhar popularidade, consolidar sua marca e divulgar seus produtos e serviços para um grande público. 

Usar o marketing digital em paralelo é muito importante. Imagine que já em 1999 um filme de terror alcançou um grande público nos cinemas e usou a internet para divulgar mais ainda as teorias construídas.

Dizer que um existe sem o outro é errado e até mesmo impossível, ainda mais hoje em dia que as pessoas gostam de compartilhar suas experiências com todos a sua volta. 

 

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